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O FIM DE 2010... O QUE ESTÁ POR VIR EM 2011? PDF Imprimir E-mail
26 de November de 2010

Ponderações de André Saleiro
Ponderações de André Saleiro

                                                                                                                     Postado por Ricardo Cavalcanti - Texto André Saleiro

 

Meus prezados Confrades,

 

É findo o ano da (des)graça de 2010... Um ano que não tivemos nada a comemorar pois, no ano anterior, descemos da Série “A” para a Série “B”. Tudo bem que junto com a turma do mangue, mas descemos... Pra piorar, a turma do mangue ainda faturou o penta pernambucano...

E neste mesmo ano da (des)graça de 2010, quase caímos em queda livre para a Série “C”. Escapamos na antepenúltima rodada, naquela ação altamente orquestrada da nossa Confraria, uma Confraria bem estruturada, inteligente e com alto poder de criatividade e organização, ao contrário da turma do mangue, que se reúne mal e porcamente na periferia da capital federal. Organizamos nossa torcida para jogos importantes, torneio de dupla de dominó, churrasco de confraternização de fim de ano, apoiamos o remo, fizemos campanha para arrecadação de donativos para os vitimados das enchentes em Pernambuco: fizemos acontecer, fizemos e fazemos a diferença, SOMOS A DIFERENÇA. Em qualquer lugar (e especialmente no Recife), somos altamente respeitados e somos a referência. Enfim, SOMOS A RESISTÊNCIA, A VANGUARDA.

Porém, nada justifica o sofrimento que o glorioso alvirrubro da Rosa e Silva passou. Uns vão dizer, “ora, se não tiver sofrimento, não é Náutico...”. Por favor, não somos Botafogo ou Atlético/MG pra ter esse tipo de pensamento. Tampouco temos hábitos que vão contra a etiqueta e os bons costumes, como a nossa (infeliz) “vizinhança” do Mangue, nos limites do Recife. Somos o Náutico, uma instituição das mais tradicionais do futebol brasileiro, de princípio, tradição, de bem e de bens. Ah, e de vergonha na cara também: não tentamos roubar título que é dos outros...

A óptica das coisas (por favor, não confundam com “a coisa”) anda tão deturpada, que vejo os alvirrubros comemorarem a permanência na Série “B”. Nós, como Confraria, tivemos papel fundamental nessa permanência mas – como Clube Náutico Capibaribe – devemos alçar vôos altos, muito mais altos. Não podemos simplesmente comemorar uma permanência em Série “B” como um título. É pequenez demais.

Uma primeira injustiça começa a ser corrigida agora, com o orçamento. Com a permanência por mais um ano na Série “B”, após nadarem, nadarem e morrerem na lagoa este ano (aliás, morreram em Sete Lagoas, pra ser mais preciso...), a turma do mangue receberá no próximo ano a verba do Clube dos 13 pela metade. E isso deixa as coisas mais complicadas para eles, no tocante à competição com os outros times – tanto em nível regional como nacional. Competiremos em condição de maior igualdade. A mega-ascensão da turma do Mangue (anabolizada financeiramente por terem trabalhado nos bastidores para serem os únicos representantes do Clube dos 13 em Pernambuco) está ampla e intimamente relacionada com a queda do Náutico e suas tradições e a derrocada total do Santa Cruz e sua torcida sem time, que agoniza na Série D, mesmo com média de torcida superior a TODOS E ABSOLUTAMENTE TODOS os ditos grandes do futebol brasileiro. Agora, os times pernambucanos competirão em um pé de menor desigualdade contra a coisa (não que ela tenha terminado, mas persiste em menor escala). Enquanto que Náutico e Santinha andam asfixiados financeiramente, a grana também estará mais curta pelo lado de lá do mangue...

Enfim, para encurtarmos a estória, 2011 é um ano de um por todos e todos CONTRA UM. Até o Araripina pode ser Campeão Pernambucano de 2011, menos o “campeão” do módulo amarelo de 1987 (aquele “campeonato” que foi encerrado com um suspeitíssimo aperto de mãos entre 2 presidentes de clube após uma disputa de pênaltis que estava em 14 a 14... lembram-se disso?).

2011 é também um ano de divisão de funções na nossa Confraria. É ano de novas sinergias, novas alianças. É ano de divisão de responsabilidades e ganhos de escala. Um ano em que 1+1 não pode ser dois mas, sim, resultados maiores que 2. Juntos, somos mais fortes. Ser Náutico é isso. É fazermos a diferença. É o de sermos respeitados aqui em Brasília e lá no Recife, por sermos reconhecidos como uma torcida atuante e que comparece onde o time estiver, apesar da estrutural e massiva preferência do torcedor de Brasília aos times de S. Paulo, Rio ou Minas Gerais. Somos o que bem diz o lema da nossa Confraria (“Do Capibaribe ao Paranoá, com o Náutico em qualquer lugar”).

Um grande abraço a todos que apoiaram e apóiam a Confraria, aos nossos amigos e Confrades (que se ficar citando aqui nome a nome, acabo cometendo alguma injustiça pelo esquecimento de não ter lembrado de alguém). Obrigado a todos pelas mensagens de apoio à gente ou por qualquer outra maneira. Isso inclui os nossos amigos do Recife e outras tantas localidades (por exemplo, o pessoal da Timbumac), aos sites da Timbunet, Nauticonet ou do Milton Neto, que sempre reconheceram a nossa capacidade de estarem com o Náutico nos momentos bons e ruins. As minhas desculpas pelos tantos outros que simplesmente esquecemos de mencionar, mas que estão juntos pelo objetivo de termos um Náutico maior.

E que 2011 seja ano de melhores ventos entre nós.

ENE !!!!!!!!!!!!!!!!!!!!

 

 
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"Do Capibaribe ao Paranoá, com o Náutico em qualquer lugar."