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Confraria do Timbu - NOSSA HISTÓRIA

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"A Confraria Timbu Coroado nasceu em 2004 durante o jogo Brasiliense 1 x 1 Náutico, pelo Campeonato Brasileiro da Série B. Na ocasião, cinco torcedores do Náutico residentes em Brasília (Ricardo Cavalcanti, Alexandre Ayres, Luiz Ferreira, Jonas David e Carlos Alberto Albuquerque) decidiram assistir ao jogo e resolveram fretar uma "Van" para irem ao estádio.

Primeira logo da Confraria
Primeira logo da Confraria

Na ocasião, conversaram sobre a possibilidade de continuar acompanhando os jogos do Náutico no Campeonato Brasileiro da Série B em algum bar (todos já assistiam aos jogos em TV por assinatura em suas próprias casas). Porém, encontraram muita dificuldade em identificar um bar que se prestasse a passar os jogos do "Timbu", uma vez que em Brasília a tônica sempre foi torcer pelos times do RJ e SP ou, em menor proporção, do RS e MG.

Resolveram, então, comprar a briga e criaram uma "irmandade" denominada: Confraria Timbu Coroado, a idéia é que fosse uma comunidade informal anarquica-etílico-futebolística, que pudesse reunir sobre si torcedores e simpatizantes do glorioso Clube Náutico Capibaribe residentes ou de passagem por Brasília.

No seu primeiro ano de existência as dificuldades foram inúmeras devido a pouca receptividade dos donos dos bares a exibirem os jogos do Timbu pernambucano. Por esta razão, a Confraria era forçada a mudar de "endereço etílico" a todo o momento, uma vez que quando coincidia o horário dos jogos do Náutico com jogos de times do centro sul do país, a torcida do Náutico era sempre preterida. Pensou-se então, ampliar o número de membros da Confraria, visando conseguir um poder de barganha maior com os bares.

Iniciou-se um verdadeiro trabalho de garimpagem de alvirrubros no âmbito do Distro Federal e, por conta disto, já no primeiro semestre de 2005, a Confraria já contava com quase 50 membros. Apesar deste número, foi apenas no segundo semestre de 2005 que a Confraria encontrou um endereço fixo, em um bar na Asa Norte, ocasião em que o número de membros já se avizinhava aos 80 torcedores. No entanto, no final de 2005, se já não bastasse o fatídico jogo contra o Grêmio, o bar em apreço entendeu por bem não mais receber a Confraria Timbu Coroado: por considerá-la "excessivamente sonora".

No ano de 2006, ainda na ressaca do campeonato anterior, a tarefa de reagrupar os confrades foi tremendamente árdua, sobretudo porque, do grupo organizador inicial, apenas Ricardo Cavalcanti se mantinha assíduo. Assim, contando com o empenho de alguns abnegados novos membros da comunidade, o grupo entendeu que "é nas adversidades que nasce a força dos homens de coragem". Desta forma, um novo bar foi identificado para "sede etílica". Nessa ocasião, intensificou-se, de forma bastante marcante, a ampliação do grupo, a tal ponto que, mesmo antes de terminar o primeiro semestre de 2006, a Confraria já contava com quase 150 membros. "Em 2006 a Confraria renasceu como o Náutico!"

Apesar de seu crescimento, a assiduidade dos confrades durante os jogos do Náutico sempre esbarrava no limite máximo de 40 membros. Por conta disto Ricardo Cavalcanti e seus colaboradores, começaram a criar sorteios, bolões e outras formas de entreterimento, visando catiar cada vez mais os torcedores e ampliar os quadros da Confraria. Desta maneira, a Confraria experimentou no final de 2006 um crescimento exponencial, o ano foi fechado contabilizando quase 300 confrades cadastrados, ocasião em que passou a se constituir no grupo organizado de torcedores do Náutico mais numeroso fora do Estado de Pernambuco.

Ainda em 2006, a Confraria compareceu, massivamente, aos jogos do Náutico em Brasília e em Goiânia, mobilizando torcedores e simpatizantes do "timba" inclusive residentes fora do Distrito Federal, além de se fazer presente em jogos realizados no Recife, São Paulo, Minas Gerais e Rio Grande do Norte. Também em 2006, ao final do campeonato, promoveu um churrasco de confraternização e uma reunião estratégica que decidiu que a mesma deveria participar mais ativamente da vida do Náutico e, neste sentido, enviou ao Conselho Deliberativo do Náutico um documento manifestando essa intenção e realçando pontos em que poderia apoiar o Náutico,  documento que teve ótima recepção pelo Conselho Deliberativo do Timbu. Ainda em 2006, a Confraria criou uma comunidade no orkut, que tem contado com um número sempre crescente de membros.

Em 2007 a Confraria mais uma vez mudou o seu endereço etílico, neste ano os jogos do Náutico foram assistidos em um restaurante que passou a abri com serviço de bar, exclusivamente, para receber os confrades timbus e um grupo de torcedores do Sport Recife (as torcidas possuíam espaços próprios e reservados). No entanto, antes de terminar o ano, percebeu-se que a convivência com a torcida rival, mesmo que em ambientes separados, estavam causando vários constrangimentos para alguns confrades e até alguns conflitos. Neste sentido, em 2008, a Confraria Timbu Coroado decidiu tomar algumas providências, entre elas: repensar seu crescimento (privilegiando a qualidade em detrimento da quantidade),  identificar um novo espaço para sede etílica que seja utilizada apenas pela torcida alvirrubra ou alguma torcida aliada sem, no entanto, limitar os alvirrubros que quiserem permanecer assistindo os jogos timbu na antiga sede. Com isso, a Confraria busca consolidar a existência de várias possibilidades de "sub-sedes etílicas", onde os seus confrades possam escolher sempre aquela mais próxima de suas residências.

A Confraria tem por meta ainda, levar a sua experiência para outros Estados brasileiros, de forma que o Timbu pernambucano se sinta em casa em qualquer Unidade da Federação e, desta forma, contribuir com o projeto de nos próximos 10 anos, tornar o Clube Náutico Capibaribe a maior equipe futebolística do Norte e Nordeste do Brasil. Pretende também conseguir sensibilizar a Diretoria Executiva do Clube Náutico Capibaribe no sentido de estabelecer em seus quadros sociais a categoria de "Sócio Confrade", bem como obter um reconhecimento formal do clube sobre a existência e a importância destas comunidades."

 
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"Do Capibaribe ao Paranoá, com o Náutico em qualquer lugar."